Obesidade impede casal de adoptar criança

Expresso - 22:24 Segunda-feira, 12 de Jan de 2009

Damien Hall pesa 150 quilos e tem 42 de índice de massa corporal. Além de padecer de obesidade mórbida, transtorno que implica risco de morte, também não pode adoptar. Isto, por decisão das autoridades municipais de Leeds, no norte da Inglaterra, onde reside, que decidiram que se Hall quer ser pai deve, então, perder peso.

Hall, que viu frustado o seu intento de adoptar uma criança, denunciou o caso à BBC. No documento que lhe foi enviado com a decisão, a autarquia diz que o processo de adopção continua activo, convidando-o a apresentar-se para um novo exame médico dentro de algum tempo.

Pressão para perder peso

O casal, ao que parece, não pode ter filhos biológicos. Segundo o documento divulgado pela BBC, o médico que deu o parecer à comissão de adopção expressou a sua preocupação com a saúde do candidato a pai, tendo recomendado que é necessário alterar os seus hábitos de vida. Ou seja, fazer dieta e exercício físico para manter uma eventual perda de peso.
Hall, por sua vez, diz que "é difícil perder peso sob pressão", e lamenta que não tenham tido em conta as qualidades do casal. "Não fumamos, não bebemos e poderíamos oferecer a uma criança um lar feliz e seguro", argumentou.

Charlotte, a mulher, também não se conforma com a decisão, que considera injusta, e alega que o marido trabalha a tempo inteiro e é muito activo, levando o cão à rua duas vezes por dia.
Entretanto, na localidade de Aguascalientes, no México, os polícias que conseguem emagrecer recebem um prémio em dinheiro. A recompensa está a ser oferecida desde o ano passado pelas autoridades locais: 100 pesos, algo como sete euros, por cada quilo perdido.
Cerca de 40% dos 1 600 polícias de Aguascalientes são obesos. Há três anos, houve outra tentativa para que perdessem peso. Os agentes foram aconselhados pelas chefias a vigiarem o peso e a praticarem desporto. Não resultou.

O risco agora é que Aguascalientes passe a ter polícias anoréxicos.